

Já é madrugada,
ainda acordado,
desperto,
me lembro de ti,
saudade aperta.
Levanto e caminho,
com a luz apagada,
procuro a janela,
tentando avistar,
no céu infinito,
a minha estrela.
Aquela luzinha
que nos acompanha,
que muda se faz
minha amiga presente.
Companheira e confidente.
E com ela converso,
extravaso meus sonhos,
lhe conto os desejos
que existem em mim.
Por um novo encontro,
com aquela mulher,
que marca meus passos,
que mexe comigo,
que me asfixia
de tanto amor.
Ah, amor ! Suave idílio,
infindo prazer...
Saudade mais forte
me traz a lembrança
de seus lábios rubros,
seus beijos molhados,
sua boca em busca
da minha, incessante,
fazendo vibrar
o sexo em mim.
Da pele lisinha,
cheirosa, gostosa,
de mãos tão macias.
massagens suaves,
o enrosco de corpos,
ansiosos por amar.
Ah, o amor, tão suave,
tão poético,
que me faz sonhar.
Olhando a lua,
em quarto minguante,
meu quarto parece,
na fase de nova,
vazio, sem brilho.
Ah, minha estrelinha,
se ela estiver,
insone, acordada,
pisque pra ela,
quem sabe assim,
se lembra de mim.
O dia amanhece,
o sol se faz vivo,
traz luz e calor,
à vida do mundo;
quem sabe ilumine,
caminho de volta
e, ainda hoje,
ela bata em minha porta,
e a gente se entregue
a um amor sem fim.
Ah, seu amor...
Suave, poético, idílico...
Amor,
alimento do meu corpo,
de minha alma,
do meu espírito.
José Maciel

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