*Olhar o telefone, ansioso por um chamado, e ele permanecer mudo.

*Ouvir uma música e não ter ninguém com quem associá-la.

*Querer dormir muito, para não ter a consciência de que está só.

*Não ter ninguém com quem brindar um acontecimento.

*Sentir frio e não ter um braço para aquecê-lo.

*Falar alto em casa, para ter a sensação de estar ouvindo algum ser humano.

*Ter apenas um prato na mesa, às refeições.

*Não ter alguém para lhe abotoar o vestido ou lhe ajeitar a gravata.

*Sair de madrugada, tentando encontrar algum conhecido para poder desabafar.

*Perceber que não tem um ombro para chorar.

*Ler o jornal, durante as refeições, por não ter com quem conversar.

*Verificar que a correspondência se resume a contas e extratos bancários.

*Nunca ter a quem dizer: "Bom dia!" ao acordar.

*Não ter quem lhe faça um chá, quando está indisposto.

*Não ter possibilidade de dividir o mesmo desodorante ou a mesma pasta de dentes.

*Não ter alguém que lhe impeça o suicídio.

E você? Quando se sente realmente só? O isolamento é diferente da solidão.

É o momento que se escolhe para estar consigo mesmo, em paz e harmonia.
É uma busca interior, um movimento voluntário, uma virtude desenvolvida.
A solidão começa quando nos trancamos para o amor.

(Roberto Shinyashiki)


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